Sabe-se que muitos intelectuais costumam relegar a moda ao domínio da futilidade mundana. Por isso, fiquei feliz e surpresa ao ler hoje de manhã, na Folha de São Paulo, que o poeta concretista Décio Pignatari considera que, atualmente, a vanguarda brasileira acontece na moda.
Mas o que pode ser considerado como vanguarda e arte, na moda? Certamente é uma pequena fração, uma porção minúscula do mercado. E nem poderia ser diferente, pois como diz Pignatari: “não existe vanguarda majoritária. O signo novo não pode ser majoritário. O novo põe em questão o que foi feito antes.”
O jornalista (e colega de BlogView) Vitor Angelo escreveu ontem uma matéria sobre este assunto, citando uma definição de James Joyce que categoriza a arte como pornográfica ou transcendente. Leia, aqui.
Para ilustrar, ele postou este vídeo do inesquecível desfile de Jum Nakao.
Adorei! Vou pegar a Folha agora mesmo para ler o texto.
não tinha lido essa sobre essa opinião do concretista… sabe que eu penso igual a ele.
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Ah, eu acabei conhecendo seu blog hoje, porque estava pesquisando sobre editores de moda e personal stylist (na duvida, eu faço os dois XD).Adorei tudo, o tema abordado, a forma de como é escrito (muito bem, por sinal).Enfim, é tudo escrito de forma clara e inteligente, e deixa todo mundo que gosta de moda e se interessa por ela, por dentro do que “está rolando”.Parabéns!
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