“Só os homens que não se interessam por mulheres interessam-se pelas suas roupas. Os homens que realmente gostam de mulheres nem percebem o que elas estão a usar.” Anatole France, escritor francês (1844-1924)
Raramente dou dicas de liquidação aqui no blog, mas esta é especial: tem precinhos minúsculos (de R$ 25 a R$ 150), numeração variada e glamour garantido. Se joga!
Fazia tempo que um som não me tocava tanto (pelo menos desde o lançamento do último Radiohead). E é tão boa essa sensação de ficar fascinada ouvindo um disco dezenas de vêzes, de ir atrás das letras para aprender a cantar junto… que resolvi compartilhar esse “momento lindo” aqui, com vocês.
Na domingueira de hoje apresento The National, uma banda radicada em Nova York, com 8 anos de estrada e 4 discos na bagagem –sendo que o último, “Boxer”, foi lançado em maio do ano passado e recebeu ótimas críticas.
Para saber mais sobre a repercussão do disco, AQUI tem uma boa resenha da BBC de Londres, AQUI uma mais curtinha, que saiu na Rolling Stone americana, e ainda um texto interessante publicado no site da revista Soma.
Delicie-se com o clipe não-oficial de uma das minhas músicas preferidas, “Slow Show”, feito com imagens incríveis do filme ”Masculine-Feminine” de Jean-Luc Godard. E se quiser cantar junto, não se acanhe, a letra está logo abaixo!
SLOW SHOW
Standing at the punch table swallowing punch
can’t pay attention to the sound of anyone
a little more stupid, a little more scared
every minute more unprepared
I made a mistake in my life today
everything I love gets lost in drawers
I want to start over, I want to be winning
way out of sync from the beginning
I wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you up
so you can put a blue ribbon on my brain
god I’m very, very frightening
I’ll overdo it
Looking for somewhere to stand and stay
I leaned on the wall and the wall leaned away
Can I get a minute of not being nervous
and not thinking of my dick
My leg is sparkles, my leg is pins
I better get my shit together, better gather my shit in
You could drive a car through my head in five minutes
from one side of it to the other
I wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you up
so you can put a blue ribbon on my brain
god I’m very, very frightening
I’ll overdo it
You know I dreamed about you
for twenty-nine years before I saw you
You know I dreamed about you
I missed you for
for twenty-nine years
You know I dreamed about you
for twenty-nine years before I saw you
You know I dreamed about you
I missed you for
for twenty-nine years
Crianças pequenas, de maneira geral, costumam se vestir de maneira livre e criativa. Qualquer pano vira uma capa mágica, qualquer ocasião, um baile de gala. Foi para divertir este público que a escritora Maria Amália Camargo escreveu “Muito Pano Pra Manga”, texto finalista do concurso “Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro” / 2007 - categoria literatura infantil.
“Rasgue uma seda para o elogio funcionar Babado, tricô e fuxico fazem a fofoca esquentar. Um fina estampa para a aula de etiqueta E, para se metamorfosear, gravata-borboleta. Para acompanhar o chá das cinco, um terno Príncipe de Gales. E que tal vestido trapézio para dar piruetas pelos ares? Para assistir ao Quebra-Nozes, e também pra fazer rima, Nada mais apropriado: uma calça bailarina!”
Trecho de “Muito Pano Pra Manga” de Maria Amália Camargo
Imagina se esse livro não vai para a minha biblioteca! Afinal, quem nunca enfrentou uma saia justa que atire o primeiro escarpim com salto agulha!
Já que ontem eu falei das camisetas geeks avistadas no Campus Party (veja o post abaixo), hoje resolvi espichar um pouco o assunto sobre a peça do vestuário –que junto com o jeans– é o que há de mais básico e essencial.
No site Worn Free você encontra clones das t-shirts usadas por roqueiros famosos como Debbie Harry, Iggy Pop, Frank Zappa, Joey e Jonhny Ramones, entre outros. Um detalhe bacana é que quando você clica numa camiseta aparece uma resenha informando quando ela foi usada, o que significa a estampa, etc.
Os preços variam entre 30 e 40 dólares, mais $11.50 de despesas de envio. Mas atenção: no site, eles alertam que a mercadoria está sujeita a taxas de alfândega, dependendo das leis de cada país. É melhor se informar antes.
Desde que comecei a blogar, me interesso cada vez mais pelo mundo digital e suas possibilidades de interação e comunicação. Brinco dizendo que estou “fazendo cursinho de nerd”, mas que ainda estou no pré-primário…rsrsrs. Um dia eu chego lá!
Para tentar dar uma agilizada no meu upgrade, fui visitar o Campus Party, um grande evento focado em technologia digital que está acontecendo, durante toda a semana, no prédio da Bienal.
Detalhe: sabe qual é o apelido que deram para o CP? São Paulo Fashion Geek! Genial, né! Isso me deu mais um motivo para explorar o local: descobrir qual o estilo “do pessoal que mexe com computador”.
Quem quiser saber qual a sua classificação no gênero nerd (geek, blogueiro, gamemaníaco, trekker, etc.) pode acessar o blog Chiqueiro Chique, da bela Marina Santa Helena, e fazer o teste ”Qual seu estilo nerd?”. É divertido!
Marcus Cardoso, amigo querido e blogueiro de plantão radicado no Rio de Janeiro, fez o favor de me mandar esta notícia, fresquísima, sobre a abertura de uma ”loja kamikaze” que está rolando hoje, na cidade maravilhosa. Escuta só!
Já ouviu falar em “loja kamikaze”? Este conceito de business de moda virou mania no exterior: japoneses e europeus, por exemplo, já se acostumaram com o lance. Funciona mais ou menos assim: uma marca (ou alguém) abre uma loja temporária, de preferência num lugar inusitado. A divulgação é mínima, baseada no boca-a-boca. O resultado é a criação de um hype relâmpago, bem no clima de “consuma antes que acabe”!
E adivinha! O stylist José Camarano e seus dois sócios, André Bendavit e Fernando Stambowsky, importaram o conceito e estão prestes a abrir a primeira kamikaze store no Rio de Janeiro, lá no segundo piso do Shopping da Gávea, por apenas 100 dias.
Bomba! é o nome dessa loja que vai vender de quase tudo um pouco: camisas, camisetas, roupas de banho, acessórios, óculos… Entre as grifes pinçadas por Camarano estão Amapô (sensação do momento pós-SPFW), Do Estilista (de Marcelo Sommer), Soul Seventy, entre outras marcas - incluindo as iniciantes no mercado.Na festinha de inauguração, quem está a cargo da trilha sonora são os DJs da festa carioca Moo, povo da turma de Camarano e do gemagema.tv.
Faz um tempo que ando intrigada com uns anúncios que vejo no jornal, meio enigmáticos, de uma tal de Max Haus. Como parecia ser um empreendimento imobiliário e resolvi que este ano vou, finalmente, comprar um apê, fui investigar do que se tratava. E fiquei muito bem impressionada!
Tudo se baseia num conceito tão simples quanto inovador, batizado de Arquitetura Aberta: um espaço de 70 metros quadrados que cada um customiza como quiser. Sem as paredes internas –que costumam transformar os apartamentos em caixinhas de fósforo– sobra mais espaço o que é realmente essencial.
Adorei as sugestões de decoração!
Por Guilherme Ommundsen e Mariana Albuquerque
Por Indio da Costa
Por Felipe Protti
O bacana é que o conceito se estende pelo prédio todo, então lá não tem churrasqueira, salão de festas e outras cafonices do gênero. Por outro lado, tem piscina com raia, sala de fitness, vestiário para diaristas e lavanderia coletiva. Ou seja, espaços que tem a ver com as necessidades de hoje.
Quem quiser “brincar de casinha”, pode entrar no site da Max Haus e decorar seu próprio apartamento, clicando no ícone MaxHaus Virtual. Divirta-se!
Vale a pena, também, ver o filme de lançamento do projeto: uma animação digital bem maluca, com imagens psicodélicas!
Abre parêntesis: o foco do blog é moda e tals, mas ultimamente eu ando numa fase musical, então… aí vai mais um post sobre música. Além disso, é inegável que o mundo fashion e a cultura pop se fertilizam e se retroalimentam o tempo todo. Então, sem mais sentimentos de culpa, fecha o parêntesis!
Há um tempo atrás eu encomendei, pela internet, a revista francesa WAD (we’ar different/a magazine about urban fashion & culture). Demorou quase 2 meses, mas finalmente o exemplar chegou: um calhamaço de 400 páginas, recheado de matérias interessantes, muitas das quais ainda nem tive tempo de ler. Mesmo assim, uma delas me chamou a atenção por causa do tema inusitado. A matéria “Rock’N'Food” procura traduzir discos em comes e bebes.
O Nuyorican Soul de Jocelyn Brown vai bem com mojito e comida cubana.
Os Beastie Boys deixaram de lado os enlatados trash e viraram macrobióticos: deguste com tofu e vegetais.
O lance do Krafwerk é remixar (I love the Magimix), então passe tudo pelo processador de alimentos.
Para cultuar o Metallica, vá de molho vermelho sobre sua carne favorita.
E a conexão entre música e comida me lembrou do livro ”Mordidas Sonoras” (”Sound Bites”, o título é tão melhor em inglês!), em que o vocalista do Franz Ferdinand, Alex Kapranos, dá uma versão gastronômica da turnê mundial da banda. Os textos foram publicados originalmente no jornal inglês The Guardian. Leia um trecho, a seguir:
Café da manhã em La Manitas / Austin
“Um cowboy está parado do lado de fora do Las Manitas. Sua barba é grisalha debaixo do chapéu Stetson e dos óculos escuros imensos. Ele veste um top preenchido de maneira convincente com um espetacular par de implantes. Além das botas com esporas, a única outra peça que usa é uma sunga rosa-shoking. Também preenchida de modo convincente. Isso é Austin, e os cowboys daqui não são como os do resto do Texas. (…) No menu há huevos rancheros, chilaquiles (verdes ou rojos) e plato de chorizo. Feijão só de dois tipos: preto ou virado. Pergunto a um texano se eles comem feijão-vermelho e vez em quando. ‘Eca! Nojento!’ Feijão-vermelho parace ser uma interpretação britânica dada à comida mexicana, como sushi com maionese ou lasanha com fritas.”
E não é que o Kapranos, além de boa pinta e estiloso, escreve bem? Delícia!
Nos anos 80 a gente fazia fila na porta do Carbono 14, um bar que ficava na rua 13 de maio, no Bixiga, para assistir aos vídeos piratas que um dos filhos do dono, chamado Castilho, mandava de Nova York ou de Londres.
O Carbono 14 era tão vanguarda, mas tão vanguarda, que funcionava como bar, videoteca e casa de shows –ou seja, era multimídia quando este termo ainda nem tinha sido inventado. Além disso, os 3 ou 4 andares do local (quem é ficava contando os lances de escada? eu é que não!) eram grafitados e ninguém fazia idéia do quanto isso ainda viria a ser hype.
Foi lá que vi “Shadow of Light”, vídeo do Bauhaus, que me causou uma profunda impressão: Peter Murphy de sobretudo preto, com ombreiras tão dramáticas quanto a sua atuação no palco; o hino gótico ”Bela Lugosi’s Dead” (de 1979), com baixo e guitarra hipnóticos; o guitarrista Daniel Ash com as veias do corpo riscadas de lápis preto. Era quase impossível não sair de lá convertido à tribo dos darks, com ares vampirescos.
Beeeela is deeeead!
PS- tudo isso veio à tona por causa do desfile da Ellus, no SPFW, que botou a música do Bauhaus na trilha sonora.
E para completar, “She’s in Parties”, mais um clássico gótico da banda. Repare nos cabelos e no figurino!