vale quanto pesa?

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22jan . 10 21:04

E por falar em distúrbios alimentares, li um depoimento bem impactante sobre o assunto no blog Sinapses de Claudia Belfort. O blog tem como objetivo diminuir os estigmas sobre transtornos psiquiátricos, e por isso, criou no início deste ano uma seção chamada Vozes.

Lá, qualquer pessoa que seja portadora de distúrbio mental, pode compartilhar experiências, “falar sobre seus temores e desejos,  ajudar outras pessoas na compreensão do problema, mostrar como vivem (bem ou mal) os que têm e escondem sua doença, assim como os que as revelam.”

Leia um trecho do relato de Viviane (nome fictício), no post “Meu valor não está no meu peso”:

“No auge do TCAP (transtorno da compulsão alimentar periódica), seguia um limite de calorias e uma alimentação impecável perto de outras pessoas. Após o trabalho, comprava guloseimas (salgadinhos, chocolates, biscoitos recheados, etc.), entrava no carro e, no trajeto até em casa, mastigava até ficar com dor no maxilar. Comia 3000 calorias em uma hora. Tinha falta de ar se não seguisse esse ritual. Então, descartava as embalagens, entrava em casa e jantava normalmente com minha família, mas sofria com uma angústia cortante, uma sensação de impotência, nojo, vergonha, humilhação, fracasso, desespero e aflição. Ia dormir chorando quase todas as noites.”

Se você conhece alguém que está passando por um problema parecido, insista para que ela peça ajuda. A franqueza e o apoio da família e doas amigos é essencial para sair dessa.

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5 comentários

  1. Bia Moraes

    Oi Biti, que legal vc ter falado aqui sobre o Sinapses. Descobri ontem o blog. É maravilhoso dar voz aos portadores de transtornos. Fiz um comment grande lá sobre a minha condição. A iniciativa da Claudia Belfort é excelente. Beijos

  2. Jaque

    O problema é que pessoas como “Viviane” escondem o que estão passando e ajudar fica difícil. O primeiro passo é a própria pessoa reconhecer que tem um problema e que deve ser tratado. Pode começar com uma simples pesquisa na internet, leitura sobre o assunto e relatos de experiências parecidas. Quando se sentir mais a vontade, procurar um profissional. Por isso acho importante falarmos sobre assuntos assim na internet, muita gente primeiro busca identificação silenciosamente, lendo.

  3. clarah averbuck

    eu escrevi um texto nesse naipe também.
    tá aqui, ó
    http://www.fotolog.com.br/kindlyondirt/38070710

  4. Biti Averbach

    Oi Clarah, legal ver vc por aqui!
    Fui lá ler o seu depoimento, e fico imaginando quantas meninas não passaram por isso. E continuam passando, com a diferença que hoje, além dos remédios, existe toda uma “cultura” digital em torno da bulimia e da anorexia.
    Encontrar um equilíbrio, mesmo tênue, é uma grande vitória!
    bjs

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