Quer fugir do presente de Natal fútil, banal e datado? Dê uma obra de arte de presente. No Bazar Capricho você encontra gravuras, fotos e desenhos de autores consagrados, por preços imbatíveis!

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Marc Johns é um ilustrador canadense que consegue, com poucos traços de caneta e pinceladas de aquarela, criar personagens meio absurdos, com humor sutil e ironia.
Autor do livro Serious Drawnings, ele colabora com várias publicações norte-americanas de prestígio, como New York Times Magazine, Wired e Newsweek. Tem o hábito de fazer seus próprios cadernos de desenho, tocar guitarra e postar no blog fotos de pessoas que tatuam seus desenhos.



Dica: o autor avisa, em seu blog, que a tiragem do livro está quase esgotada, que o site Book Depository ainda tem exemplares e despacha internacionalmente sem taxa de envio. O preço é $16 (dezesseis dólares, o que eu achei bem baratinho para um livro ilustrado com capa dura). Já garanti o meu, espero que não de more muito a chegar.
Olhos banais, olhos artificiais, olhos ternos, olhos desconfiados, olhos debochados. Olhos que espial, extáticos, que enxergam mas não vêem.
O trabalho do fotógrafo Edson Kumasaka, Bibelôs em Transe, hipnotiza pelo singelo, pelo inusitado, pelo assustador. Sem retirar os objetos do seu contexto trivial, suas lentes resignificam os bibelôs, trazendo à tona um esboço de vida, um flagra instantâneo que lembra a famosa cena de Toy Story em que os brinquedos fingem ser inanimados para nos despistar.
Uma coisa curiosa, sobre a minha relação com essas imagens: vi-as pela primeira vez publicadas numa edição da revista Coyote de 2005, mas só as enxerguei “de verdade” agora. E, coincidentemente, isso se deu pouco antes de assistir ao filme Cópia Fiel de Abbas Kiarostami, que trata da relação entre a obra original e a cópia, o que as distingue e como se mede o seu valor. Afinal, o que é real e o que é imaginário? Quem olha e quem é observado?
Já conhece o The Creators Project? É uma ideia muito bacana que pretende, segundo a definição de seus criadores, “celebrar a criatividade e a cultura entre os meios de comunicação ao redor do mundo. O Projeto surge em um momento da história da arte em que as tecnologias digitais têm revolucionado a distribuição, democratizado o acesso e reimaginado o escopo e a escala com que cada artista pode idealizar uma visão e alcançar um público. The Creators Project é um de canal de artes e cultura completamente inovador desenvolvido para um mundo completamente novo”.
Conteúdos impressos e digitais serão distribuídos através do site, de exposições, debates e instalações em vários centros urbanos ao redor do mundo, a partir de junho. A primeira cidade a receber o projeto será Nova York, e em seguida virão Londres, São Paulo e Seul, culminando com um enorme evento em Pequim, em setembro.
Atualmente, o site mostra, entre outras coisas, um vídeo bem legal com Muti Raldolph, artista multimídia que já fez a curadoria do espaço da Bienal durante o SPFW (foto acima), criou cenários memoráveis para desfiles (como uma enorme onda tridimensional, feita de isopor fatiado) e idealizou o D Edge, um dos clubes noturnos mais interessantes do país.
Outros artistas que já foram entrevistados pelo Creators Project são: o DJ e produtor Diplo, o músico chinês Sulumi, a banda francesa Phoenix. Mas muitos outros já estão programados: Jum Nakao, Mixhell, Alexandre Herchcovitch, Spike Jonze, Mark Ronson… A lista é longa. Espia lá que vale a visita!
Pedro Martinelli, grande foto jornalista que há 30 anos vem fotografando a Amazônia, acaba de abrir uma galeria. Não numa rua badalada do Jardins, com direito a marchand e vernissage. Mas em seu próprio blog, para vender as imagens primorosas sem intermediários, por um preço mais acessível. Já comecei a fazer economia para adquirir uma delas, muito em breve.
Tive o prazer de trabalhar com Pedro Martinelli nos anos 80, quando ele dirigia o Estúdio Abril, e desde então, tenho profunda admiração por ele e por sua obra.
Entre os 5 livros que publicou, gosto especialmente de “Mulheres da Amazônia”, por motivos óbvios. Ali, Pedro faz um inventário visual da mulher cabocla, registrando sua beleza e a simplicidade de modo sublime. Como nessa mistura de estampas, tão casual, tão pop, tão brejeira.