Aéreas de Cássio Vasconcelos

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02set . 10 22:00

No dia 09 de setembro, às 19 horas, durante a SP-Arte, o fotógrafo Cássio Vasconcelos lança o livro “Aéreas”.

Segundo o texto de divulgação, trata-se de “um percurso fotográfico que ao longo de cinquenta imagens nos apresenta terras, terrenos e territórios. Alguns virgens, mas a grande maioria ocupada ou transformada pela passagem do homem. Do alto – com privilegiado olhar –, o fotógrafo recorta a paisagem e desenha aos pedaços uma viagem perpendicular, recheada de geografias improváveis, raras geometrias e estranhos acúmulos.”

“Cássio Vasconcellos é artista da Pequena Galeria 18 e autor de trabalhos consagrados como Paisagens marinhas e Noturnos, entre outros. Com mais de 130 exposições em 18 países foi escolhido para participar do seleto grupo do BLINK, 100 photographers, 10 curators, 10 writer”

O livro vem em 3 edições diferentes. A mais luxuosa, limitada a 100 unidades, vem assinada e acompanhada de uma cópia fotográfica, por R$ 800. A intermediária, numerada de 101 a 300, também recebe assinatura mas vem sem a foto, por R$ 110. E a simples sai por R$ 39.

Serviço:
Lançamento do livro “Aéreas” de Cassio Vasconcelos
Dia 9 de setembro, às 19h, no sp-arte/foto 2010 – Shopping Iguatemi – 9º andar

Passeio pelo SPFW

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18jun . 10 1:14

Conheci o fotógrafo Ricardo Toscani ao visitar um evento coordenado por Jum Nakao, com a participação das estilistas Fernanda Yamamoto e Agustina Comas, a propósito do lançamento dos tecidos K-Generation da Doutex. Além de uma coleção pocket feita com os novos materiais, havia uma instalação com fotos interessantes, feitas por ele, e desde então, tenho procurado acompanhar o seu trabalho.

Nesta edição do SPFW, apesar da correria profissional, o fotógrafo conseguiu captar imagens bem bacanas, que nos levam para um passeio colorido através de uma Bienal fashionista.

Clique nas imagens para ampliá-las e bon voyage! Para fazer o tour completo, visite o site do Ricardo Toscani!

A identidade de Inez & Vinoodh

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17mai . 10 14:00

A dupla holandesa Inez van Lamsweerde & Vinoodh Matadin, que figura entre os melhores fotógrafos de moda do mundo, ganhará uma retrospectiva em homenagem aos 25 anos de carreira no Amsterdam Photography Museum (FOAM). Com inauguração marcada para dia 25 de junho, a exposição “Pretty Much Everything” irá explorar temas como sexualidade, identidade e superficialidade, sempre presentes no imaginário dos dois, tanto em editoriais de moda quanto em campanhas publicitárias.  Acho que vou reservar uma passagem pra Holanda, já! Quem estiver lá pela Europa, pode conferir a mostra até 15 de setembro de 2010.

Visão superior

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11mai . 10 1:23

Queria ter ido ao SP Arte, evento que reuniu dezenas de galerias de arte no pavilhão da Bienal, há alguns dias, por 3 motivos: curiosidade generalizada, conferir o que estava rolando no espaço da Galeria Mezanino e ver de perto algumas fotos de Custódio Coimbra, da Galeria Tempo. Só recentemente tomei conhecimento do trabalho dele –que tem uma sólida carreira como fotojornalista, e atualmente é editor de fotografia do jornal O Globo– por intermédio de um amigo, e me apaixonei por essas imagens.

Ele também é autor do livro Rio de Cantos 1000, da editora Réptil.

Nosso Brasil verdadeiro

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10mai . 10 0:08

Pedro Martinelli, grande foto jornalista que há 30 anos vem fotografando a Amazônia, acaba de abrir uma galeria. Não numa rua badalada do Jardins, com direito a marchand e vernissage. Mas em seu próprio blog, para vender as imagens primorosas sem intermediários, por um preço mais acessível. Já comecei a fazer economia para adquirir uma delas, muito em breve.

Tive o prazer de trabalhar com Pedro Martinelli nos anos 80, quando ele dirigia o Estúdio Abril, e desde então, tenho profunda admiração por ele e por sua obra.

Entre os 5 livros que publicou, gosto especialmente de “Mulheres da Amazônia”, por motivos óbvios. Ali, Pedro faz um inventário visual da mulher cabocla, registrando sua beleza e a simplicidade de modo sublime. Como nessa mistura de estampas, tão casual, tão pop, tão brejeira.

Diálogo entre opostos

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07mai . 10 2:14

Neste sábado (08/05/2010), acontece a abertura da exposição Homem & Natureza, que contrapõe  fotos de Flavio Samelo e de Jayelle Hudson. Sou suspeita em elogiar os dois, pois ostenho como amigos, mas não vou deixar de afirmar o quanto os considero talentosos. Samelo, fotógrafo, skatista e grafiteiro, eu conheci uma exposição da Eastpak. Jayelle, modelo, artista e excelente cozinheira, através de uma foto, no flickr dele. Desde então trocamos figurinhas e afinidades. Mas vamos ao que interessa!

A mostra surgiu a partir de uma série de 10 fotos de Jayelle com árvores, inspiradas no teste de Rorschach. O procedimento foi criado na década de 20 pelo psiquiatra suíço Hermann Roschach, e consiste em mostrar 10 imagens com manchas de tinta simétricas para um indivíduo, que deve interpretá-las. A partir das respostas, o médico faz uma avaliação psicológica.

O próximo passo foi dado por Samelo, que mimetizou a ideia registrando o ambiente urbano e  gerando mais 10 fotos. O diálogo entre essas duas vertentes poderá ser conferido de 08 a 20 de maio, no Cartel 011. Já o resultado do seu teste psicológico, não garanto nada. Vai lá!

Petrovsky & Ramone

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03mai . 10 2:56

Muito inspirador o trabalho da dupla holandesa Morena Westerik e Petra van Bennekum, conhecidas no mundo da moda como Petrovsky & Ramone. Elas já publicaram suas imagens em um monte de revistas bacanas como VMan, Glamour, Oyster, etc…

Abaixo, foto para a Maison Margiela.

sombra, luz e sutileza

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13abr . 10 2:18

Quero muito ver a exposição da fotógrafa franco-suíça Lili Roze. O motivo? Suas imagens, fixadas em polaroids, com uma beleza e uma feminilidade de tirar o fôlego.

Espaço Trio
Rua Gomes de Carvalho, 1.759, Vila Olímpia
De terça a sábado, das 12 às 15hs, até dia 12/05

(via B.Coolt)

polavision

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21mar . 10 19:03

Arrumando gavetas, encontrei uma coleção de polaróides que abrange um longo período de tempo, em que trabalhei como produtora ou editora de moda na revista Marie Claire. Essas imagens, anteriores ao registro digital, além de trazerem ótimas lembranças, tem muito a ver com a minha visão de moda e estilo e, por isso, decidi compartilhar algumas aqui.

Acima: fotos de Cristiano Madureira, Rogério Cavalcanti, André Andrade, Feco Hamburger. Modelos: Alessandra Berriel, Mariana Weickert, Michelli Provenzi, Paula Guillen, Violeta Stoltenborg, Katarina Scola, Sabrina Lemiechek, Renata Klem, Juliana Martins, Barbara Fialho, Raquel Lieven.

Queria agradecer a todos os fotógrafos e modelos com quem já trabalhei, pois sem eles, essas imagens existiriam apenas na minha imaginação.

cliques de mestre

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08jan . 10 18:35

Esta semana, na seção Tesouros Sem Frescura, Liliane Oraggio dirige o olhar para a obra de um grande fotógrafo, mestre em captar a essência das coisas banais. Espia só!

Foto: Walker Evans / 1937

Peguei o metrô para ver a mostra de Walker Evans, que fica no Masp até dia 10. Fui reparando nas pessoas que entravam e saiam dos vagões, no sábado chuvarento. Namorados entrelaçados pelas mãos. Mãe preta e filho dormindo no seio generoso. Olhar perdido no rosto do homem que tinha o susto congelado na cara. Tão bonitos… tão de verdade. Estava sem a câmera, mas fiz mentalmente esses registros das múltiplas formas humanas, tentando fixá-las em pleno trânsito.

Eu sabia que Evans tinha sido um dos mais importantes fotógrafos americanos, que a exposição era composta por 120 imagens feitas nos Estados Unidos, entre 1920 e 1970. Além de usar a câmera para esquadrinhar a geometria das cidades, eu não sabia que a expressão espontânea estava sempre na mira de suas lentes. “As profundezas do metrô são um lugar onírico para qualquer fotógrafo farto dos estúdios”, dizia Evans, anunciando o modo que encontrou para escapar do que era produzido, previsível, ensaiado, registrado em ambientes artificiais, ou seja, de tudo o que se fazia naquela época. Mantendo a mesma qualidade técnica e estética, com um faro antropológico, ele foi clicando as cenas cruas. No metrô de Nova York é inverno. As pessoas estão vestidas, mas os gestos estão nus. Homens, mulheres, crianças são notáveis porque são vivos e são comuns. Essa grande transgressão, que rompeu na década de 30, libertou Evans e seus retratos marcaram a história da fotografia.

Na outra sala, a série de polaróides é outra emoção. Nos anos 70, munido de uma SX-70, Evans quebra a resistência à revelação instantânea e firma com ela um novo pacto com a liberdade. Finalmente, as imagens servem ao real e ao instante, sem distrair o foco do belo meramente contemporâneo.

Fica a inspiração: enxergar o exuberante daquilo que-é-o-que-é, o que combina perfeitamente com as nossas câmeras digitais. Seria Evans uma espécie de bisavô da nossa sede de imagens?

Exposição até 10 de janeiro de 2010, no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1.578 (telefone: 11 – 3251-5644)
Horários: De terças-feiras a domingo e festivos, das 11h às 18h.
Às quintas-feiras, das 11h às 20h. Ingressos: Inteira: R$ 15,00.
Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e para maiores de 60 anos.

Por Liliane Oraggio