O site SHOWstudio, do top fotógrafo Nick Knight, inova e surpreende mais uma vez ao transmitir, ao vivo e integralmente, uma sessão de fotos para a revista norte-americana V.
O projeto, intitulado LET THERE BE LIGHT, apresenta looks da coleção de primavera-verão, e será publicado na V57 que estará nas bancas em fevereiro de 2009. O time estelar de profissionais envolvidos inclui a belíssima modelo Lily Donaldson e o stylist Jonathan Kaye.
A transmissão começou nesta segunda-feira e termina hoje, mas o melhor de tudo é que dá para assistir, no site, a trechos editados dos melhores momentos. Há também uma galeria com fotos já editadas. Confira tudo isso no SHOWstudio.
Desde que comecei a fazer o Moda Sem Frescura, tomei gosto por novas ferramentas tecnológicas. Primeiro, me apaixonei pelo Twitter–um microblog em que as mensagens de texto podem ter, no máximo, 140 caracteres. Em seguida, me viciei no Blip.fm, que é bem parecido com o twitter, só que numa versão musical: você posta músicas e ouve as que seus “amigos” escolhem. O resultado é uma infinidade de rádios customizadas, ao alcance de um clique.
E agora estou experimentando o Gengibre, um blog que publica posts de voz. É tudo muito simples, basta se cadastrar no site, fazer uma ligação telefônica e seu post é publicado na internet. O serviço é gratuito, paga-se somente o custo da ligação local.
Eu pretendo usar o Gengibre para dar notícias em primeira mão, aqui. Mas cada um usa como quiser: dá para gravar uma declaração de amor, um lembrete para si mesmo ou dar aquela desabafada básica. Não é à toa que o slogan do Gengibre é “pra aliviar a garganta”.
De agora em diante, os leitores que acessarem o blog, podem se tornar também ouvintes. É só clicar no player do Gengibre que fica ali na barra lateral do blog!
É hora de reforçar a galeria de imagens inovadoras.
Danielle Jensen, estilista da Maria Bonita, conseguiu traduzir o espírito dos jangadeiros numa coleção belíssima e sofisticada. As redes de pesca se transmutaram em roupas que parecem flutuar no corpo.
Reinaldo Lourenço mostrou uma série de tramas elaboradas, de tirar o fôlego!
As guerreiras de Alexandre Herchcovith têm ombros fortes, adornados com cascatas de babados.
Depois de passear de barco pelo rio São Francisco, Ronaldo Fraga criou um cardume de mulheres-peixes.
André Lima deve ter aprendido a fazer origami com algum mestre japonês: seus vestidos transformaram as modelos em flores e borboletas!
Marcus Cardoso, amigo querido e blogueiro de plantão radicado no Rio de Janeiro, fez o favor de me mandar esta notícia, fresquísima, sobre a abertura de uma ”loja kamikaze” que está rolando hoje, na cidade maravilhosa. Escuta só!
Já ouviu falar em “loja kamikaze”? Este conceito de business de moda virou mania no exterior: japoneses e europeus, por exemplo, já se acostumaram com o lance. Funciona mais ou menos assim: uma marca (ou alguém) abre uma loja temporária, de preferência num lugar inusitado. A divulgação é mínima, baseada no boca-a-boca. O resultado é a criação de um hype relâmpago, bem no clima de “consuma antes que acabe”!
E adivinha! O stylist José Camarano e seus dois sócios, André Bendavit e Fernando Stambowsky, importaram o conceito e estão prestes a abrir a primeira kamikaze store no Rio de Janeiro, lá no segundo piso do Shopping da Gávea, por apenas 100 dias.
Bomba! é o nome dessa loja que vai vender de quase tudo um pouco: camisas, camisetas, roupas de banho, acessórios, óculos… Entre as grifes pinçadas por Camarano estão Amapô (sensação do momento pós-SPFW), Do Estilista (de Marcelo Sommer), Soul Seventy, entre outras marcas - incluindo as iniciantes no mercado.Na festinha de inauguração, quem está a cargo da trilha sonora são os DJs da festa carioca Moo, povo da turma de Camarano e do gemagema.tv.
Faz um tempo que ando intrigada com uns anúncios que vejo no jornal, meio enigmáticos, de uma tal de Max Haus. Como parecia ser um empreendimento imobiliário e resolvi que este ano vou, finalmente, comprar um apê, fui investigar do que se tratava. E fiquei muito bem impressionada!
Tudo se baseia num conceito tão simples quanto inovador, batizado de Arquitetura Aberta: um espaço de 70 metros quadrados que cada um customiza como quiser. Sem as paredes internas –que costumam transformar os apartamentos em caixinhas de fósforo– sobra mais espaço o que é realmente essencial.
Adorei as sugestões de decoração!
Por Guilherme Ommundsen e Mariana Albuquerque
Por Indio da Costa
Por Felipe Protti
O bacana é que o conceito se estende pelo prédio todo, então lá não tem churrasqueira, salão de festas e outras cafonices do gênero. Por outro lado, tem piscina com raia, sala de fitness, vestiário para diaristas e lavanderia coletiva. Ou seja, espaços que tem a ver com as necessidades de hoje.
Quem quiser “brincar de casinha”, pode entrar no site da Max Haus e decorar seu próprio apartamento, clicando no ícone MaxHaus Virtual. Divirta-se!
Vale a pena, também, ver o filme de lançamento do projeto: uma animação digital bem maluca, com imagens psicodélicas!
No mundo careta da publicidade brasileira, em que os consumidores negros são, via de regra, ignorados, não há como não reparar na nova campanha da joalheria Dryzun.
Nas belas fotos do catálogo –que também enfeitam as vitrines das lojas– a modelo Patrícia de Jesus encarna uma Josephine Baker sorridente e sofisticada.
“A coleção Dryzun Black Venus traz misturas de cores inusitadas e contrastantes, estruturas de movimentos especiais, volumes ampliados como os das jóias de teatro e lapidações exclusivas em formas orgânicas de plumas de pássaros, folhas e frutos tropicais”, explica o catálogo da marca.
Meus parabéns para a Dryzun e toda a equipe que partipou da realização deste trabalho!
Ficha técnica
Conceito e produtos: equipe Dryzun
Designer de jóias: Rodrigo Robson
Consultoria de estilo e direção de arte: Nani Klee
Coordenação: Natal Baltazar
Fotos modelo: Paulo Vainer
Stylist: Thais Mol
Assistente: Flávia Lhancer
Beuty: Théo Carias
Modelo: Patrícia De Jesus / Ford Models
Tratamento de imagem/modelo: Alex Wink
Fotos still: Almir Pastore
Finalização e produção gráfica: Max Moraes
Agradecimentos: Adriana Degreas, Mona, Jo de Mer e Água de Côco.
Resta ainda dizer que o preconceito não existe só no Brasil. Uma matéria do jornal NY Times, publicada em outubro deste ano, fala sobre a ausência de modelos negros nas passarelas americanas. Tendo lido o artigo, Glauco Sabino, blogueiro amigo, fez um ótimo post sobre o assunto no BlogView.
A idéia, aqui no MODA SEM FRESCURA, é relacionar a moda com outras formas de expressão música, fotografia, arte, consumo e cultura pop. Ao fazer esse cruzamento, inevitavelmente a visão muda: a moda não está mais no centro do mundo, o mundo é que está no centro de todas as modas.