Domingueira com bela sonoridade – Cellardoor

Prestes a zarpar para uma viagem de férias, fui surpreendida por este vídeo da música YY, do Cellardoor, projeto solo de André Graciotti, que também é guitarrista do terrorturbo.

Achei o nome intrigante e ao pesquisar, descobri que cellardoor (palavra que denomina porta de adega) é uma expressão tida como das mais belas da língua inglesa, em termos de sonoridade. Há inclusive uma citação dela no filme cult Donnie Darko.

Novo em folha, o vídeo tem direção e edição de André Graciotti e Fernando Sciarra, que assina também a fotografia. Enjoy!

Vestida para encantar

Miki W., uma das pessoas mais criativas, fofas e adoráveis que eu conheço, está prestes a lançar seu primeiro livro infantil: “Vestida para espantar gente na rua”.

Com ilustrações delicadas, ela conta a história de uma menina que “causava” pois só usava roupas estranhas. E que no processo de se vestir e se desvestir, acabou descobrindo a si mesma e estimulando as outras pessoas a aceitarem as suas diferenças.

O lançamento é neste sábado, 28 de agosto, das 16 às 19hs, com direito a brincadeiras e oficinas para compor looks incríveis. Leve as crianças, ou a criança que há em você!

Onde
Livraria da Vila
r. Fradique Coutinho, 915
Vila Madalena, São Paulo, SP
tel. [11] 3814-5811

Autoconhecimento no prato

Toda quinta-feira é dia da coluna Tesouros Sem Frescura, de Liliane Oraggio. E hoje, Lili  entrevista uma expert em sabor, saúde e boa prosa. Fala Lili!

Sonia Hirsch é autosustentável, autoditada, jornalista, escritora e está com mais um livro saindo do forno: “Amiga Cozinha – crônicas e receitas” (Ed. Correcotia). Esta é sua 16ª obra, com as ilustrações finíssimas de Celina Gusmão. Em todos os títulos, editados por ela mesma, o conhecimento sobre os temas da nutrição é transformado em textos suculentos, sempre sobre o prazer de comer bem e as receitas são fáceis e totalmente saudáveis. Um hit aqui em casa é o doce de banana, que leva a fruta e apenas uma pitada de sal! Isso mesmo, ela me ensinou que o sal puxa o açúcar da própria fruta e é capaz de produzir essa delícia totalmente inocente. Além disso, ela fez da cozinha uma grande e fiel companheira para todas as horas, antídoto sem contra indicações para todo o tipo de banzo, tédio, solidão e outros muitos males do corpo e da mente.

(Clique nas imagens para ampliá-las)

No próximo fim de semana Sonia Hirsch, que mora na serra fluminense, estará em São Paulo dando autógrafos e falando sobre o conceito de Dieta & Liberdade, que relaciona a alimentação com o autoconhecimento. Olha só o que a gente conversou, especialmente para os Tesouros sem Frescura:

Liliane Oraggio – Nem todo o movimento europeu (que foi levemente rebatido por aqui) contra os fits esqueléticos refreou os distúrbios alimentares no planeta. Na sua opinião o que o exagero nas dietas diz sobre a liberdade das novas gerações? Fechar a boca tem gosto de transgressão nesse mundo em que tudo pode?
Sonia Hirsch – Uns fecham a boca, outros abrem: Cuba e Estados Unidos têm excesso de jovens obesos. Acho que alguns setores, como a moda, atraem pessoas que se identificam com a magreza, que farão qualquer coisa para continuar magras. Poderia ser uma atitude de transgressão, mas me soa mais como credencial para pertencer à turma.

L. O. – Como fazer a melhor escolha diante de tanta variedade de comida?
S. H. – A comida mais simples e mais próxima da sua aparência natural é sempre a mais garantida em termos de qualidade – está fresca, não recebeu processamento industrial nem veio da cozinha recauchutada. Gosto da fórmula de montar um prato colorido, mas com poucos elementos, quatro ou cinco. Os outros, por mais apetitosos que sejam, ficam para a próxima vez. Uma dica é evitar qualquer prato quente que tenha cremes ou queijo derretido, porque dificultam a digestão. Outra coisa fundamental é não tomar líquidos com a comida, a menos que seja vinho. Cerveja, refrigerante e suco vão tomar espaço, fermentar e atrapalhar os processos naturais do estômago. Também se fala muito em não misturar carboidratos (arroz, pão, massas, batatas) e proteínas (carnes, peixes, ovos). Ou seja, comer produtos animais acompanhados somente por vegetais, não por arroz e feijão. E vice-versa: não misturar produtos animais com arroz, massas e semelhantes. Acho legal praticar isso. Mas ‘um pouquinho de tudo, pou-qui-nho’, também é bom.

L. O. – O que a alimentação tem a ver com autoconhecimeto?
S. H. – O autoconhecimento é que vai dizer onde estão os limites de cada um. Há quem possa comer mais doces sem problemas, há quem não possa. Geralmente, esse tipo de consciência vem quando a pessoa começa a prestar mais atenção a si mesma e a fazer conexões entre o quê está sentindo e o quê comeu. Coisas que dão gases, por exemplo, podem deixar o humor execrável.

L.O. – Escolher melhor o que põe no prato pode influir na maneira de encarar a vida e na disposição geral? De que forma?
S. H. – Satisfazer os desejos é bom, alivia muito o peso de cada dia. Comer coisas gostosas é bom. Ao mesmo tempo, ter critérios claros e confiáveis é ótimo. O ideal está no meio do caminho entre dieta e liberdade. Sou livre para comer o que quiser, faço minhas escolhas e fico feliz.

Anote:
Dia 12 dezembro, sábado, 12hs
Palestra sobre Dieta & Liberdade
Livraria da Vila Itaim/Casa do Saber
Rua Dr. Mario Ferraz, 414
Tel. 11 3073.0513

Dia 13 dezembro, domingo, 10hs
Bate-papo e autógrafos em torno do livro Amiga Cozinha, de Sonia Hirsch
Na Feira Bacana
Rua Eça de Queiroz, 711 (Paraíso)
Tel. 11 5579.5975

blog: www.soniahirsch.com
livros: www.correcotia.com

Por: Liliane Oraggio

turista estrangeira

Acontece hoje, às 21hs, na Mercearia São Pedro, o lançamento do Diário de Bordo. O projeto literário é composto por uma série de 30 postais com textos de Lieli Loures, direção de arte de Raquel Alvarenga, e ilustrações de vários artistas: Des16ner, Francisco Martins, Gabriel Malard, Julia Valle, Pedro Hamdan, Raquel Pinheiro, Raphael Righi e Ricardo Donato.

Os textos, escritos em sua maior parte no período em que Lieli morou em Nova York, entre 2004 e 2006, trazem doses pequenas, mas potentes, de diversão e melancolia. Falam da necessidade de pertencimento e da sensação de falta de lugar no mundo.

Talvez você tenha até cruzado com algum destes belos cartões, “que a autora resolveu espalhar gratuitamente pelos botecos e sebos e festas, ao deus dará e saravá!”, como explica o escritor Marcelino Freire, no prefácio da coletânea. A interação íntima entre a obra e o público se tornou tema de trabalhos em universidades, como PUC Rio e Uni-BH.

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Vai lá!

Balada Literária
Dia 21/11/09, (hoje), a partir das 21 horas
Lançamento da coletânea de postais “Diário de Bordo” de Lieli Loures e Raquel Alvarenga
Mercearia SãobPedro, rua Rodésia, 34, Vila Madalena, São Paulo

just kids

O relacionamento entre a roqueira, poeta e fotógrafa Patti Smith, e o polêmico fotógrafo Robert Mapplethorpe, está prestes a render mais um fruto.
Está para ser lançado, em dezembro, o livro “Just Kids”, relato de Patti Smith sobre a época em que os dois viveram juntos, entre 1967 e 1975, no famoso Chelsea Hotel de Nova York.

O relacionamento entre a roqueira, poeta e fotógrafa Patti Smith, e o polêmico fotógrafo Robert Mapplethorpe, está prestes a render mais um fruto.

Está para ser lançado, em dezembro, o livro “Just Kids”, relato de Patti Smith sobre a época em que os dois viveram juntos, entre 1967 e 1975, no lendário Chelsea Hotel de Nova York. Segundo o site do jornal WWD, Smith teria prometido a Mapplethorpe, pouco antes dele morrer de AIDS em 1989, que contaria a história da “rebelião juvenil” dos dois.

Conhecido pelas fotos em preto-e-branco de flores, celebridades, e nus com forte conotação homoerótica, Mapplethorpe dirigiu suas lentes inúmeras vezes, no decorrer de sua curta carreira, para a amiga roqueira. Algumas das imagens mais icônicas de Smith foram feitas por  ele, como a capa do seu primeiro disco, Horses.

Clique nas imagens abaixo para conferir! Tem mais fotos aqui.