Acontece hoje, às 21hs, na Mercearia São Pedro, o lançamento do Diário de Bordo. O projeto literário é composto por uma série de 30 postais com textos de Lieli Loures, direção de arte de Raquel Alvarenga, e ilustrações de vários artistas: Des16ner, Francisco Martins, Gabriel Malard, Julia Valle, Pedro Hamdan, Raquel Pinheiro, Raphael Righi e Ricardo Donato.
Os textos, escritos em sua maior parte no período em que Lieli morou em Nova York, entre 2004 e 2006, trazem doses pequenas, mas potentes, de diversão e melancolia. Falam da necessidade de pertencimento e da sensação de falta de lugar no mundo.
Talvez você tenha até cruzado com algum destes belos cartões, “que a autora resolveu espalhar gratuitamente pelos botecos e sebos e festas, ao deus dará e saravá!”, como explica o escritor Marcelino Freire, no prefácio da coletânea. A interação íntima entre a obra e o público se tornou tema de trabalhos em universidades, como PUC Rio e Uni-BH.
Vai lá!
Balada Literária Dia 21/11/09, (hoje), a partir das 21 horas
Lançamento da coletânea de postais “Diário de Bordo” de Lieli Loures e Raquel Alvarenga
Mercearia SãobPedro, rua Rodésia, 34, Vila Madalena, São Paulo
Agora aproveite a inspiração do vídeo e participe do projeto Mil Casmurrosque propõe uma leitura coletiva da obra de Machado de Assis. O livro foi dividido em mil trechos que podem ser gravados pelos internautas, formando um gigantesco painel colaborativo no site do projeto. Tony Ramos gravou o primeiro, Camila Pitanga escolheu o quarto e Fernanda Lima ficou com o oitavo. Participe!
Entenda mais sobre essa iniciativa aqui, no post de Alexandre Inagaki para o Update or Die. E acompanhe as curiosidades no blog do Mil Casmurros.
O ano é 1929. Sentindo-se caluniada por uma notícia de jornal, uma bela mulher entra na redação e atira à queima-roupa em um desconhecido. Roberto, o jornalista em questão, morre agonizando nos braços do seu irmão mais novo, Nelson Rodrigues. Sete décadas depois, essa tragédia dispara um outro tipo de gatilho: a imaginação de uma jovem escritora.
Cristiane Lisbôa se apropria da história e a reconstrói como uma novela de costumes cheia de elementos rodrigueanos: escândalos, mentiras, incesto. Maneja bem as palavras, inventa uma nova Sylvia, injeta no texto frases memoráveis:
“A verdade é uma velha que usa xale negro. Esconde o que quer, por ter certeza absoluta que não pode ser contestada.”
“À partir de hoje, defendo que todos os bons escritores devam ter assassinado alguém a sangue-frio.”
O lançamento de “Sylvia não sabe dançar” acontece amanhã, às 19 horas, na Livraria da Vila do Jardins.
Não deixe de acessar o site do livro, que usa cenas de época para criar uma espécie de trailler!
Segundo a “orelha” do livro, a autora de 25 anos “gosta sobremaneira da palavra ‘pirilampo’. Já publicou os livros ”Pequenos pedaços soltos de histórias de amor às vêzes verdadeiras”, “Deles e quase o resto” e “Papel Manteiga para embrulhar segredos”. Quase todos os seus sapatos são vermelhos e, quando mente, é no www.cristianelisboa.zip.net.”
Crianças pequenas, de maneira geral, costumam se vestir de maneira livre e criativa. Qualquer pano vira uma capa mágica, qualquer ocasião, um baile de gala. Foi para divertir este público que a escritora Maria Amália Camargo escreveu “Muito Pano Pra Manga”, texto finalista do concurso “Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro” / 2007 – categoria literatura infantil.
“Rasgue uma seda para o elogio funcionar Babado, tricô e fuxico fazem a fofoca esquentar. Um fina estampa para a aula de etiqueta E, para se metamorfosear, gravata-borboleta. Para acompanhar o chá das cinco, um terno Príncipe de Gales. E que tal vestido trapézio para dar piruetas pelos ares? Para assistir ao Quebra-Nozes, e também pra fazer rima, Nada mais apropriado: uma calça bailarina!”
Trecho de “Muito Pano Pra Manga” de Maria Amália Camargo
Imagina se esse livro não vai para a minha biblioteca! Afinal, quem nunca enfrentou uma saia justa que atire o primeiro escarpim com salto agulha!
Vou deixar de lado o SPFW por um instante, para falar de uma idéia muito bacana. Se você acompanha este blog, já sabe que a stylist Thais Mol inaugurou uma loja na galeria Ouro Fino para comercializar sua marca Mona, que é super bacana. O que talvez você ainda não saiba é que o nome Mona foi escolhido por causa de uma personagem de Henry Miller, que aparece na trilogia “Sexus, Plexus, Nexus” como uma figura misteriosa, sedutora, instável e meio louca. Para criá-la, o escritor se baseou em June Miller, sua segunda mulher. A turbulenta história dos dois, por sua vez, inspirou o livro de Anaïs Nin, ”Henry e June”, e o filme homônimo, dirigido por Philip Kaufman.
Mas toda esta história é para contar que em junho –o mês mais romântico do ano– quem fizer comprinhas na Mona, leva junto uma carta de amor “psicografada” pela escritora Cris Lisboa, simulando uma reconciliação entre os dois. Não é lindo? Eu quero! Sou fã do texto da Cris, já li quase tudo do Henry e vários diários da Anais. Posso jurar que esse menage-à-trois vai ser incendiário!
A idéia, aqui no MODA SEM FRESCURA, é relacionar a moda com outras formas de expressão: música, fotografia, arte, consumo e cultura pop. Ao fazer esse cruzamento, inevitavelmente a visão muda: a moda não está mais no centro do mundo, o mundo é que está no centro de todas as modas.