Literatura papo-firme

A escritora gaúcha Cristiane Lisboa costuma domar as palavras com facilidade, como atestam seus 3 livros  já publicados, Deles e quase o resto; Papel-manteiga para embrulhar segredos: cartas culinárias e Sylvia não sabe dançar.

Agora, no novo Nunca Fui a Garota Papo-Firme que o Roberto Falou, a ser lançado hoje, Cristiane resolveu roubar algumas palavras de personalidades como Caetano Veloso, Marcelo Camelo, Luis Melodia, Sylvia Machete, Marisa Monte, Elis Regina e Vinicius de Moraes. Nos 56 contos, com uma delicadeza desconcertante, a escritora exercita a veia intimista. “Quero que o leitor vá comigo espiar gente e sentimento por dentro, do avesso”.

Confira lá, o lançamento do livro Nunca Fui a Garota Papo-Firme que o Roberto Falo, de Cristiane Lisboa, com direito a pocket show de Tulipa Ruiz. Hoje (20/06/2011) das 20 às 23 horas. Na loja de Ronaldo Fraga: rua Aspicuelta, 259, Vila Madalena, são Paulo, SP.

turista estrangeira

Acontece hoje, às 21hs, na Mercearia São Pedro, o lançamento do Diário de Bordo. O projeto literário é composto por uma série de 30 postais com textos de Lieli Loures, direção de arte de Raquel Alvarenga, e ilustrações de vários artistas: Des16ner, Francisco Martins, Gabriel Malard, Julia Valle, Pedro Hamdan, Raquel Pinheiro, Raphael Righi e Ricardo Donato.

Os textos, escritos em sua maior parte no período em que Lieli morou em Nova York, entre 2004 e 2006, trazem doses pequenas, mas potentes, de diversão e melancolia. Falam da necessidade de pertencimento e da sensação de falta de lugar no mundo.

Talvez você tenha até cruzado com algum destes belos cartões, “que a autora resolveu espalhar gratuitamente pelos botecos e sebos e festas, ao deus dará e saravá!”, como explica o escritor Marcelino Freire, no prefácio da coletânea. A interação íntima entre a obra e o público se tornou tema de trabalhos em universidades, como PUC Rio e Uni-BH.

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Vai lá!

Balada Literária
Dia 21/11/09, (hoje), a partir das 21 horas
Lançamento da coletânea de postais “Diário de Bordo” de Lieli Loures e Raquel Alvarenga
Mercearia SãobPedro, rua Rodésia, 34, Vila Madalena, São Paulo

Capitu

Já viu que lindo o trailer da minisérie Capitu, que será exibida pela rede Globo de 9 a 13 de dezembro?

Capitu teaser na íntegra

Agora aproveite a inspiração do vídeo e participe do projeto Mil Casmurros que propõe uma leitura coletiva da obra de Machado de Assis. O livro foi dividido em mil trechos que podem ser gravados pelos internautas, formando um gigantesco painel colaborativo no site do projeto. Tony Ramos gravou o primeiro, Camila Pitanga escolheu o quarto e Fernanda Lima ficou com o oitavo. Participe!

Entenda mais sobre essa iniciativa aqui, no post de Alexandre Inagaki para o Update or Die. E acompanhe as curiosidades no blog do Mil Casmurros.

pulp fiction

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O ano é 1929. Sentindo-se caluniada por uma notícia de jornal, uma bela mulher entra na redação e atira à queima-roupa em um desconhecido. Roberto, o jornalista em questão, morre agonizando nos braços do seu irmão mais novo, Nelson Rodrigues. Sete décadas depois, essa tragédia dispara um outro tipo de gatilho: a imaginação de uma jovem escritora.

Cristiane Lisbôa se apropria da história e a reconstrói como uma novela de costumes  cheia de elementos rodrigueanos: escândalos, mentiras, incesto. Maneja bem as palavras, inventa uma nova Sylvia, injeta no texto frases memoráveis:

“A verdade é uma velha que usa xale negro. Esconde o que quer, por ter certeza absoluta que não pode ser contestada.”

“À partir de hoje, defendo que todos os bons escritores devam ter assassinado alguém a sangue-frio.”

O lançamento de “Sylvia não sabe dançar” acontece amanhã, às 19 horas, na Livraria da Vila do Jardins.

Não deixe de acessar o site do livro, que usa cenas de época para criar uma espécie de trailler!

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Segundo a “orelha” do livro, a autora de 25 anos “gosta sobremaneira da palavra ‘pirilampo’. Já publicou os livros ”Pequenos pedaços soltos de histórias de amor às vêzes verdadeiras”, “Deles e quase o resto” e “Papel Manteiga para embrulhar segredos”. Quase todos os seus sapatos são vermelhos e, quando mente, é no www.cristianelisboa.zip.net.”

saia-lápis e manga-presunto

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Crianças pequenas, de maneira geral, costumam se vestir de maneira livre e criativa. Qualquer pano vira uma capa mágica, qualquer ocasião, um baile de gala. Foi para divertir este público que a escritora Maria Amália Camargo escreveu “Muito Pano Pra Manga”, texto finalista do concurso “Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro” / 2007 – categoria literatura infantil.

“Rasgue uma seda para o elogio funcionar
Babado, tricô e fuxico fazem a fofoca esquentar.

Um fina estampa para a aula de etiqueta
E, para se metamorfosear, gravata-borboleta.
Para acompanhar o chá das cinco, um terno Príncipe de Gales.
E que tal vestido trapézio para dar piruetas pelos ares?
Para assistir ao Quebra-Nozes, e também pra fazer rima,
Nada mais apropriado: uma calça bailarina!”

Trecho de “Muito Pano Pra Manga” de Maria Amália Camargo

Imagina se esse livro não vai para a minha biblioteca! Afinal, quem nunca enfrentou uma saia justa que atire o primeiro escarpim com salto agulha!

Tem mais um monte de textos bacanas no blog da autora: Na Contramão do Pelo Contrário”. Passa lá!

(Dica da escritora querida Silvana Tavano, do Diários da Bicicleta.)