Kiko Farkas: som traduzido em imagem

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03mar . 10 23:28

Kiko Farkas, designer gráfico dos mais brilhantes, lança na próxima terça-feira “Cartazes musicais”, exposição e livro com cerca de 300 posters, criados entre 2003 e 2007 para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

Compostos por elementos aparentemente simples, os cartazes parecem ter a capacidade de traduzir a música em poesia visual.  É como se os símbolos gráficos se transformassem em notas musicais, numa partitura complexa, cheia de ritmo, genial.

No texto de apresentação do livro, a designer norte-americana Paula Scher, criadora dos cartazes para o Public Theater de Nova York, define bem:

“Este pequeno grande livro de Kiko Farkas contém, página a página, todos os ingredientes de um cartaz irresistível: escala, forma, complexidade, padrão, textura, perspicácia, exuberância, linha, cor, minimalismo, tensão, força, lirismo, contenção e surpresa. Muitos dos cartazes são pictóricos e formalistas. Outros são conceituais. Todos são supreendentes em sua diversidade, enquanto a qualidade permance constante”.

Lançamento: Cartazes musicais (Editora CosacNaify)
Dia: 9 de março, às 20hs
Centro Universitário Maria Antonia [Hall de entrada do Edifício Joaquim Nabuco]
Rua Maria Antônia 258, Vila Buarque – São Paulo (SP)
Mais informações: (11) 3255-7182

choque elétrico

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03jul . 09 1:15

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Neste sábado, 4 de junho, às 16 horas, rola a abertura da exposição Coletiva Choque 2009, com obras dos artistas Zezão, Jaca (autor da obra acima), Carla Barth, Presto, Daniel Melim, Adam Wallacavage, Jeff Soto, Gachaco, Titi Freak e Yumi Takatsuka.

De acordo com o texto de divulgação do evento, escrito por Larissa Marques, o denominador comum entre os participantes é a “evolução do trabalho, tanto em conceito, quanto em qualidade de pintura. Baixo Ribeiro, sócio-proprietário da galeria, diz que “todos os artistas da Choque Cultural estão buscando ‘passar de fase’, subir um degrau. Eles tem estudado e experimentado como nunca, procurando o aprofundamento técnico e um trabalho mais consistente”.

Ainda segundo o press release:

Para esta exposição, Daniel Melim vai fazer uma instalação no porão da galeria, com as paredes pintadas, além de suas obras, como o que apresentou durante a quinta edição da SP-Arte, em maio deste ano. Daniel Melim é um expoente da stencil art, conhecido por seu trabalho no Jardim Limpão, em São Bernardo do Campo, onde pinta a fachada das casas, colore os becos e vielas.


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Zezão (autor da obra acima e já citado num post por causa do filme “No Traço do Invisível”, que foi exibido no Resfest), que é um dos artistas mais antigos da Choque Cultural, mostra a sua nova fase com trabalhos de colagem. Zezão também é conhecido por suas intervenções em galerias pluviais e na paisagem urbana, trabalho que o levou para outros universos como galerias de arte e museus.

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O veterano Jaca (acima) trouxe novas pinturas que concentram riqueza de detalhes. Começou a ilustrar quando ainda morava em Porto Alegre, incentivado por outra fera, Fábio Zimbres. Jaca construiu um imaginário próprio, rico em personagens e cenários doentios, algo entre o desenho infantil e o surreal.

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Parte da vanguarda que a Choque Cultural apresenta, surge a gaúcha Carla Barth que, além da carreira solo, integra o coletivo Upgrade do Macaco. Ela criou um mundo fantástico, de atmosfera psicodélica, com personagens que carregam, ao mesmo tempo, o mistério dos seres mitológicos e a simpatia dos desenhos infantis (foto acima). Suas esculturas de papier-mâché, técnica que explora com maestria, mostram bem a imponência estatuária confrontada à fragilidade do brinquedo.

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Presto é uma dos principais destaques da Coletiva, apresentando trabalhos em desenho e pintura muito delicados, além de suportes construídos (e destruídos) com exímio. O artista de 33 anos estudou na Escola Carlos de Campos, berço de artistas que se consagraram no graffiti paulistano, como Speto, osgemeos e Onesto. Começou a pintar nas ruas em 1996 e, desde então, desenvolve um imaginário próprio, formado por figuras fantásticas e uma caligrafia rebuscada, quase abstrata. A obra acima é dele.

Yumi Takatsuka apresenta novas obras nesta exposição, em que utiliza látex, tinta acrílica e automotiva, sempre sobre madeira. Yumi nasceu e vive, atualmente, no Brasil mas foi criada em Osaka. Fez exposições no Japão e participou da mostra Himegoto, na Choque Cultural, em 2006. Sua grande inspiração são os animais ligados à alimentação. A artista os pinta e desenha sem sentimentos de pena ou indignações. Ela está mais interessada em discutir essas sensações conflitantes contidas no processo do sacrifício para a geração de mais vida, num misto de sutil cromatismo e atmosfera lírica que motiva o observador a enxergar sua obra com mais profundidade.

Reunindo esses artistas, a Choque Cultural pretende apresentar sua progressão, resultado do intenso trabalho de curadoria e suporte à carreira de artistas jovens e consagrados dentro do cenário da arte urbana e contemporânea. “A Coletiva deve ser uma exposição emocionante e impressionante, com pinturas de qualidade e instalações de impacto para o visitante”, resume Eduardo Saretta, sócio-proprietário da galeria.

[todas as imagens: divulgação]

Belas e feras

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02abr . 09 15:02

Achei inspirador esse ensaio fotográfico “Betes de Mode”, criado por Thomas Couderc e Clement Vauchez do escritório de criação gráfica HELMO, para as vitrines da Galeries Lafayette, tempos atrás.

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Confira a ficha técnica:
Betes de Mode: trabalho realizado com Thomas Dimetto / fotos dos animais, Christophe Urbain / fotos das pessoas, Laurent Croisier / styling, Romain Vallos / direção de criação, Anne Claire Boulard e Tulip Santene

Mais recentemente, a dupla criou a instalação “Hunting Colors” para a loja de Issey Miyake. Aproveitando que a grife desenvolveu a coleção de primavera-verão 2009 à partir de 8 cores encontradas na floresta amazônica, a HELMO propôs uma série de serigrafias, nos mesmo tons da coleção, em que figuram insetos brilhantes atraídos pela luz de uma lâmpada.

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Créditos:
Hunting Colors: instalação realizada por Ivann Legall e Laurent Livet / Serigrafias realizadas por  Stephane Bamy

endereços espertos

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13set . 08 16:23

Programinhas legais para fazer neste final de semana:

*Conferir a loja temporária Misturinha que reúne um monte de marcas legais, inclusive algumas do Rio de Janeiro. É lá na rua Amauri, 352. Só até domingo!

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*Que tal comprar a obra de um artista renomado por, no máximo, R$ 300 e ainda ajudar a arrecadar fundos para o PETA? É só visitar a exposição Lápis Lapin, idealizada por Eduarda Porto de Souza, em cartaz na loja Surface to Air até dia 31 de outubro. 

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[obra de Vicky Scott]

Entre os 30 artistas convidados figuram nomes como Rochelle Costi, Sandra Cinto, Paulo Pasta e DVNO, entre outros. Algumas peças são únicas –como a roupa de coelho criada pela figurinista Peggy Noland, responsável pelos looks da cantora Lovefoxxx, do CSS– mas a grande maioria possui uma edição de 10 unidades.

Além da exposição, a loja está recheada de tentações: acabaram de chegar as novas coleções da Neon e da Amapô; as camisetas fofas da Play – Comme des Garçons; vestidos incríveis de André Lima, Rober Dognani e da estilista japonesa Tsumori Chisato; os colares de metal da Muggia e os enfeites de couro e penas da Nilva Campedelli.

A Surface to Air fica na alameda Lorena, 1989, tel. (11) 3063-4206, Jardins, SP.

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[vestido André Lima]

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[colar com pingentes de metal Muggia]

*Conhecer a Rainbow Room, a livraria mais nova e descolada do momento. Meio escondida numa galeria da alameda Tietê, quase em frente à Lanchonete da Cidade, a lojinha minúscula reúne livros nacionais e impotados, zines, enfeites e acessórios muito bem escolhidos pela proprietária, Flávia Lhacer.

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“Como toda semana chegam novidades, criei um blog para manter os clientes atualizados”, diz Flávia. Se você é como eu e não resiste a um bom livro, prepare-se para ficar muita água na boca e coceira na carteira!

Quer alguns exemplos? “The Cremaster Cycle”, com a obra completa da Mattew Barney; “Live at La Masque”, livro sobre o famoso punk club dos anos 70 em L.A.; “Estranhos no Paraiso”, história em quadrinhos do Terry Moore; e por aí vai…

O endereço da Rainbow Room é: alameda Tietê, 43,  loja 10, tel. (11) 3062-7041. De segunda à sábado, das 10 às 19hs.